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Um monte de bobagens direto da cabeça oca de uma eterna pós-adolescente que não tem horas de folga.
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- Frank Sinatra

- Primavera

- Praia selvagem

- Banho de luz apagada

- Gente original

- Filmes sem final feliz

- Nelson Rodrigues

- Admitir que adora novela

- Não temer críticas

- Bota de cano longo com saia

- Delineador

- Ter um monte de amigos

- Ter ao menos um inimigo

- Bombom da Max

- Barbie

- Laetitia Casta

- Ewan McGregor

É Um Lixo:

- Música dos anos 70

- Mariah Carey

- Verão Senegalesco

- Praia de socialites e mar nescauzão

- Sovaco cabeludo

- Cabelo fu

- Gente que trai e mente

- Mentir que não vê novela

- Ser convecional o tempo todo

- Não ter amigos verdadeiros

- Não ter nenhum inimigo

- Gordura hidrogenada

- Boneca de camelô

- Danielle Winits

- Homem massudo

:: Sexta-feira, Junho 20, 2008 ::

Mundo, um lugar pequeno
Pauta mole? Não, a cacofonia hoje não é verdadeira.
Mas eu preciso ativar esse blog, e exercitar o que eu mais gosto de fazer: escrever sobre qualquer coisa que não faça parte da comunicação interna nossa de cada dia.
Hoje, enquanto escovava os dentes e passava delineador, eu pensei: os homens não conseguem perceber o quanto o mundo é pequeno.
E as mulheres que não percebem vivem na década de 50.
Vocês não têm nada a ver com isso, mas eu prefiro muito mais ser só do que corna.
Só quem já esteve do lado de lá sabe a delícia de não ser corna.
Eu acho comovente atos românticos de largar tudo e ir com o ser amado para onde o ser amado for.
Mas, hello? Como alguém pode amar e trair?
Isso não existe: quem ama não trai.
E hoje, mais uma vez, eu vou deitar a cabeça no travesseiro e dormir como um bebê.
Porque eu simplesmente tenho a consciência mais leve do universo.

This is how my conscience feels...

:: Beatriz Pinto Ribeiro 11:07 AM [+] ::
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:: Segunda-feira, Junho 16, 2008 ::
People on the streets...

Esta noite eu sonhei que era demitida por ter enviado um e-mail coletivo elogiando o ócio criativo.
Para deixar claro, eu nunca enviei nenhum e-mail elogiando o ócio criativo enquanto acordada, embora seja uma fã incondicional desta linha de pensamento.
Também creio que não seria demitida por isso, ao menos na minha área.
Hoje, mais do que nos outros dias, esse pesadelo me deixou com uma sensação horrível de realidade.
Ultimamente me sinto sob pressão, como se fosse explodir em um dia de fúria.
Claro que, graças à paroxetina, até a TPM está sob controle, mas...
Eu tenho achado o mundo um lugar banal.
Não digo o meu mundo apenas, Porto Alegre e tals.
Falo do encurtamento de distâncias e facilidades de acesso.
Hoje qualquer bagual vai à Europa na hora que bem entender.
Começo a compreender o susto da Ju ao ver o Brasil inteiro no metrô de Londres.
Desculpem, mas eu sou uma pobre elitizada.
Eu acho que cada um com seus prazeres, mas Deus tem que começar a dar nozes apenas a quem tem dentes.
Nasci em berço nada esplêndido, mas com um bom gosto incrível para tudo.
Eu sou sim, o arauto da aristocracia, modéstia completamente à parte.
Mas me faltam recursos financeiros, mesmo que hoje as pessoas paguem tudo depois de amanhã.
Por ser uma aristocrata, eu não gosto de ter dívidas.
Por ser falida, eu teria que contrair dívidas, mesmo que seja com o banco, para seguir meus prazeres.
Então, somos uma geração de endividados. Alguns claramente fubangos, outros claramente aristocratas, todos falidos, todos querendo ter o que não podem, ou dinheiro, ou classe. O primeiro cai quase sempre em mãos erradas, a segunda só nasce em poucos e bons.
Assim seguimos, sob pressão e sem amor, cause love is such an old fashioned word.


:: Beatriz Pinto Ribeiro 10:46 AM [+] ::
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:: Segunda-feira, Junho 09, 2008 ::
Quatro estrelas
É o que ganha o filme Sex and the City na minha cotação.
Gostei muito mesmo, mas não consigo imaginar a sensação de quem não conhece a série e vai ver o longa.
Acho que, para os homens do sexo masculino com H, Sex and the City deve ser um pé no saco.
É tipo eu ir ver algum filme do Van Damme.
Porque são quatro mulheres meio feiosas de uma faixa etária mais elevada do que o padrão habitual de musas, que falam o tempo inteiro de homens.
Para nós, elas são bonitas ao seu modo, bem-vestidas, bem-sucedidas, o nosso espelho, ou tudo o que você queria ser.
Acho que Carrie, Samantha, Miranda e Chalotte são neo-Barbies. Umas Barbies não-perfeitas que, exatamente por isso, nos encantam tanto.
Me choco um pouco com a fragilidade de Carrie. A principal e mais fashion das moças não me agrada na sua personalidade, talvez porque ela seja a menos caricatural e se aproxime mais das mazelas que afetam as mulheres comuns.
Samantha é a melhor de todas. Auto-suficiente, esperta, sexy, vagaba, porém altamente encantadora.
Miranda é ótima na série, mas no filme ela chega a dar raiva de tão fria.
Charlotte é tudo de bom! Fútil, mas sensível e extremamente feliz. Acho que Charlotte é tudo o que eu quero ser, mas com as roupas da Carrie e os homens da Samantha.
Vale o ingresso!

:: Beatriz Pinto Ribeiro 5:56 PM [+] ::
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:: Quarta-feira, Junho 04, 2008 ::
Para não dizer que não falei de letras...
Nos últimos posts temos uma pincelada musical.
Primeiro foi a fita com as músicas para viagem, depois as fuck music.
Agora preciso falar de letras. Letras junto com as músicas, claro.
Desde ontem à noite não paro de escutar Disparada.
Sim, a letra é perfeita e se encaixa muito com as vozes que a interpretam em Grandes Encontros.
Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Alceu Valença e Elba Ramalho detonam em cada estrofe.
Se eu visse isso ao vivo, teria um ataque cardíaco de tanta emoção.
Acreditem, eu derramo lágrimas no meio do trabalho, escutando.
Daí, eu preciso falar do Zé. O Zé é muito mestre.
A voz deste homem meio que arranca as entranhas da gente.
Digamos que ele é feio que dói, com rinofima e cabelo ruim, mas lindo parece quando canta.

"Mas o mundo foi rodando
Nas patas do meu cavalo
E nos sonhos
Que fui sonhando
As visões se clareando
As visões se clareando
Até que um dia acordei"


Sobre homens e livros
Não sou nada fã de auto-ajuda, mas um dia, ia eu com a Berenice, segura! pelos corredores de uma livraria, quando nos deparamos com Ele simplesmente não está a fim de você, dos redatores de Sex and the city, Greg Behrendt e Liz Tuccillo.
Na época, Berenice, segura! estava com um problema grave de pontos de interrogação com um rapaz.
Eu, que sempre me acho especialista quando a vida é dos outros, esfreguei o livro na cara dela.
Agora, lendo a pequena obra, percebo que eu sou uma amadora no quesito "Ele simplesmente não está a fim de você".
A ficha começou a cair desde que eu escrevi aquele post sobre a falta de amor, lá no dia 5 de março.
Porque eu tinha todas as armas, mas não sabia atirar.
Eu nunca telefono, não procuro, não mando mensagem, porque sei que, se alguém está interessado em alguém nem a morte de si mesmo vai impedir este alguém de cortejar seu alvo. Então, eu posso até dar o primeiro passo mostrando para uma criatura que, sim, estou interessada. Se a criatura não se mexer, adeus.
Só que eu não parava no adeus e ficava pensando muito, gastando horas analisando o porquê da pessoa não estar interessada.
Vai parecer uma coisa feminista, mas eu juro que não é. É geral.
A maioria das pessoas é limitada. Limitada demais. Aí eu incluo eu e a torcida do Flamengo nessa maioria.
As pessoas não enxergam as coisas como deveriam ser enxergadas.
Somos amadores em saber o que é bom para nós e, assim como o Bernadeto e a Linda, insistimos jogando a bolinha para trás do fogão ou bebendo água do bidê, ao invés de usar o pratinho limpo.
Ou seja, esse livro vai entrar por um olho e sair por outro. Para mim e pra todos que lerem.
Talvez sirva para acalmar os dedinhos das telefonistas de plantão e mandadoras de mensagens.
Mas para as apenas sonhadoras, de nada adiantará.


:: Beatriz Pinto Ribeiro 6:01 PM [+] ::
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:: Terça-feira, Junho 03, 2008 ::
Tá vou parar de falar que I'm almost dead.
Mas que é fueda é fueda. E sério, nada do que eu falei no post anterior é relacionado com tendências suicidas juvenis.
Até porque de juvenil eu só tenho a saia.
Mas é a minha hipocondria que vai e vem.
Mais vem do que vai.
Eu sou uma hipocondríaca experimental: lançam o remédio, lá vou eu.
Mas tudo bem, já me conformei que este blog é o lugar em que todos os hipocondríacos experimentais estacionam quando procuram um nome de remédio no Google.
Nunca tomei remédio sem receita médica, mas eu sempre acabo saindo dos consultórios com a receita que eu tinha em mente, por ter pesquisado antes e discutido com os médicos sobre os prós e contras.
Aliás, eu acho que ser meu médico é uma tarefa ingrata.
Se minha médica eu fosse, eu me diria:
"Minha filha, já pensou em fazer Medicina e parar de encher o saco?".
Bem, o fato é que agora sai o Roacutan e a Sertralina.
Tchau magreza e pele de porcelana.
Eu sinceramente, tava me sentindo belíssima, mas andava por aí, deprimida e com dor de estômago.
Aliás, acho que é o segredo de beleza de 10 entre 10 tops: magreza e cara de cu.

Porque sem magra hoje em dia nem é mais temdemssia...
:: Beatriz Pinto Ribeiro 6:57 PM [+] ::
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