Nós estamos de mudança Depois de seis anos neste endereço, o Love is an old fashioned word mudou para uma nova casa.
Continuaremos existindo aqui para que você possa se divertir com os posts antigos e seus bizarros comentários.
Mas se você quiser saber o que anda se passando na cabeça oca de uma eterna pós-adolescente que não tem horas de folga, visite:
LOVE IS AN OLD FASHIONED WORD Vejo vocês lá!
(me atualizem nos seus links)
:: Beatriz Pinto Ribeiro 11:50 AM [+] ::
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:: Terça-feira, Agosto 05, 2008 ::
TOP TEN cortando os pulsos O amIgor, o homem azul aqui do meu lado - ele não para de ser cada vez mais igual ao Chicó, e isso é o melhor elogio que eu posso dar a uma pessoa - me mandou uma lista que ele tirou daqui, sobre as músicas top ten da depressão.
Bem, para quem não quiser seguir o link, eis o que eles escolheram:
1. Sia - Breathe Me
2. Coldplay - Fix you
3. The Smiths - Heaven Knows Im Miserable Now
4. Radiohead - How to Disappear Completely
5. Eminem - Stan
6. Evanescence - My Immortal
7. Annie Lennox - Why
8. Pink Floyd - Comfortably Numb
9. Jeff Buckley - Hallelujah
10. Bruce Springsteen - Secret Garden
Bem, eu não posso concordar com um top ten da deprê que põe Smiths em terceiro lugar.
Embora, como fã do Morrissey, eu tenha que admitir que ele, assim como eu, não cortará os pulsos nesta encarnação, ao contrário do que suas músicas denotavam.
Mas para mim fica realmente difícil fazer um top ten desses sem botar The Smiths nas dez posições. Juro que vou tentar deixar apenas em 3.
Então, aí vai TOP TEN cutting Bia's wrists:
1. The Smiths - Heaven Knows I'm Miserable Now
2. The Smiths - How soon is now?
3. The Smiths - I know it's over
4. Placebo - Black eyed
5. James - Sit down
6. Cartola - Preciso me encontrar
7. The Cure - Close to me
8. REM - Near Wild Heaven
9. Roy Orbison - Crying
10. U2 - When you look at the world
Agora, explico os porquês das escolhas. Eu sei que é comprido, mas vocês são obrigados a ler:
"I was happy in the haze of a drunken hour
But heaven knows i'm miserable now
I was looking for a job, and then i found a job
And heaven knows i'm miserable now
In my life
Why do I give valuable time
To people who don't care if i live or die?
Two lovers entwined pass me by
And heaven knows i'm miserable now (...)
What she asked of me at the end of the day
Caligula would have blushed
'oh, you've been in the house too long' she said
And I (naturally) fled..." Essa música é o melô do maníaco-depressivo, sem dúvida.
Ou simplesmente a vida do cara é realmente uma merda.
Ele tava lá feliz, porque tinha achado o emprego. Mas a merda do emprego era uma porcaria.
Obviamente, ele tinha levado um rico pé na bunda.
E casais de braços dados e apaixonados sempre ficam esfregando sua felicidade na nossa cara nesses momentos.
Ainda, por motivos que não vamos citar aqui, o pobre morou com os pais durante muito tempo.
E vem uma filha da puta esfregar isso na cara dele!
Senta e chora, Morrissey. Pra sempre.
"I am the son
and the heir
of a shyness that is criminally vulgar
I am the son and heir
of nothing in particular
You shut your mouth
how can you say
I go about things the wrong way
I am human and I need to be loved
just like everybody else does..." Coitado, pô! Ele é humano e precisa ser amado, como todo mundo precisa...
Dê-me uma gilete, agora!
"Oh Mother, I can feel the soil falling over my head
And as I climb into an empty bed
Oh well. Enough said.
I know it's over - still I cling
I don't know where else I can go (...)
(...) And if you're so clever
Then why are you on your own tonight ?
If you're so very entertaining
Then why are you on your own tonight ?
If you're so very good-looking
Why do you sleep alone tonight ?
I know ...
'Cause tonight is just like any other night
That's why you're on your own tonight
With your triumphs and your charms
While they're in each other's arms..." Bem, a mãe do Morrissey morreu.
Algum abobado ou abobada trocou o Morrissey muito provavelmente por um ser inferior a ele, que é o que sempre acontece com pessoas maravilhosas com propensão a se encantar por débeis-mentais (tô falando de mim e do Morrissey, não dos débeis-mentais que nos trocam pela escória da humanidade).
Eu não só me ponho no lugar dele, como acho que moro nesse lugar.
É algo tipo: "ei, minha mãe me acha bonito!"
Aqui, acredito que terapia e Paroxetina resolveriam o caso.
"I was never faithful
And I was never one to trust
Borderline bipolar
Forever biting on your nuts
I was never grateful
That's why I spend my days alone
I'm forever black-eyed
A product of a broken home (Broken home)
Black-eyed..." A pessoa é um compêndio de psiquiatria.
Não é perfeita como as outras pessoas esperam, é mal-agradecida e egoísta (e daí?), por isso passa seus dias sozinha.
Mas pensa bem: é produto de um lar desfeito.
Coitado.
"(...) Its hard to carry on
When you feel all alone
Now I've swung back down again
Its worse than it was before
If I hadn't seen such riches
I could live with being poor (...)
Those who feel the breath of sadness
Sit down next to me
Those who find they're touched by madness
Sit down next to me
Those who find themselves ridiculous
Sit down next to me..." Bem, este aqui resolveu chamar os companheiros de desilusão para repartir a dor.
Ótimo, optou pela terapia de grupo.
Mas quando eu me sinto assim, eu gosto de estar dentro de um avião, chorando na janela.
É terapeutico.
"Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar...
Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer
Quero viver..." Bem, a pessoa está logicamente fora do seu eixo.
Eu quase sempre estou assim.
A gente tende a botar a culpa no lugar onde estamos e, quando se trata de um lugar úmido e chuvoso, até pode ser verdade.
Acho que nesse caso o cara tem que sair mesmo do lugar onde está, tirar umas férias, reciclar...
"i've waited hours for this
i've made myself so sick
i wish i'd stayed
asleep today
i never thought this day would end
i never thought tonight could ever be
this close to me..." O caso aqui é que eu me compadeço com a dor alheia, ao contrário do que minha alma egoísta e mal-agradecida possa demonstrar.
O Robert Smith era um adolescente emo, como todos os adolescentes, esta raça infeliz, que não deveria existir.
Ele sonhava em se matar quando fizesse 25 anos.
Então o dia chegou e ele não se matou.
Bah, que frustração.
Por isso ele compôs essa música de arrependimento por não ter se matado.
Vejam pelo lado bom: ele compôs coisas melhores depois.
O lado ruim é que ele se tornou um velho gordo e decrépito.
"Whenever we hold each other
We hold each other
There's a feeling that's gone
Something has gone wrong
And I don't know how much longer I can take it
House made of heart break it
Take my head in your hands and shake it
In this near wild heaven
Not near enough..." Nada pior do que esse sentimento de que o amor acabou.
Na verdade, é uma coisa muito ruim, mas que também tem seu lado bom, pois emagrece.
Assim como essa música que é incrivelmente alegrinha com uma letra tão infeliz.
C'est la vie.
"I was all right for a while, I could smile for a while
But I saw you last night, you held my hand so tight
As you stopped to say "Hello"
Aww you wished me well, you couldn't tell
That I'd been cry-i-i-i-ng over you, cry-i-i-i-ng over you
Then you said "so long". left me standing all alone
Alone and crying, crying, crying cry-i-ing..." Sem comentários. Isso aí só cachaça cura.
"So I try to be like you
Try to feel it like you do
But without you its no use
I cant see what you see
When I look at the world..." Bem, essa também tem historinha por trás.
Nada mais triste do que a doença de um ente querido.
Essa música é tipo aquela do Eric Clapton sobre o filho que morreu.
O Bono, tentando, durante a doença terminal do pai, tentar enxergar as coisas da maneira que o pai enxergava, afinal, os dois sempre foram muito diferentes e conflitantes durante a vida.
Neste caso, só o tempo e olhe lá pode dar jeito.
Para ler ouvindo Almir Sater ou o canto do tuiuiu Porque existem várias fórmulas de novela.
O estilo de época e engraçadinha, porém sofrida.
O estilo de época pastelão.
O estilo brucutu pelado correndo atrás de mocinha siliconada.
O estilo vilão caricato tenta perverter mocinhas caricatas.
O estilo realismo fantástico sem noção com algum galã ou galoa de idade avançada fazendo um personagem iverossímel e cheio de bordões.
O estilo vou ali no Marrocos ou na Flórida, onde todos falam português fluente e sem sotaque e faço uma campanha de mobilização nacional.
O estilo vilã danada azucrina mocinha idiota até apanhar muito na cara enquanto ambiciosa favelada tenta o estrelato.
O estilo mamão fresquinho na banca da delfim moreira meets drama hospitalar com fundo social e uma helena.
E o estilo vamos mostrar horas de paisagem com uma música melancólica e uma conversa cheia de pausas terminando com "vamo mudá o rumo dessa prosa?" ou um "vá bene, cara mia, tornamo ao lavoro, éco?".
Pois é desse último que eu quero falar.
Minhas congratulações ao Benedito Ruy Barbosa.
Não é melhor que o Maneco, mas chega aos pés de Gilberto Braga.
Explico: a criatura chega em casa podre. Daí quer fazer um escalda-pés e não pensar em nada.
O Benedito Ruy Barbosa é quase um analgésico.
A pessoa fica estática na frente da televisão por horas, como uma tartaruga ao sol.
Chega a ficar semi-vesga tal qual Juma Marruá.
Nada acontece, mas a trama é envolvente.
Então estou vendo Pantanal, 18 anos depois.
Tem os cabelos medonhos da Muda.
Tem o Paulo Gorgulho galã.
Tem a Natália Timberg ainda jovem.
Tem o Rômulo Arantes ainda vivo.
E tem o Deputado Narciso já com mechas!
Além de ser um analgésico, dá uma diversão e tanto.
Recomendo. No SBT, após à novela das 21h30 da Globo.
Larga mão de sê besta i vem mi assisti, senão te passo fogo!
:: Beatriz Pinto Ribeiro 8:27 PM [+] ::
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